quinta-feira, 28 de março de 2013

Só 10,3% dos jovens brasileiros têm aprendizado adequado à sua série em matemática ao final do ensino médio

Dados são do relatório De Olho nas Metas 2012, produzido pelo movimento Todos Pela Educação; melhores indicadores estão nos anos iniciais do fundamental

Somente 10,3% dos jovens brasileiros têm aprendizado adequado à sua série em matemática ao final do ensino médio. Os dados são do relatório De Olho nas Metas 2012, produzido pelo movimento Todos Pela Educação e divulgado nesta quarta-feira, 6. Atualizado com base nos resultados da Prova Brasil/Saeb 2011, o porcentual é inferior ao do levantamento anterior, de 2009, que era de 11%.

O estudo apresenta o acompanhamento dos indicadores educacionais do País de acordo com cinco metas preestabelecidas pela entidade: atendimento escolar à população de 4 a 17 anos, alfabetização, desempenho dos alunos no ensino fundamental e médio, conclusão dos estudos e financiamento da Educação. O Todos Pela Educação elegeu o ano de 2022, quando se comemora o bicentenário da Independência do Brasil, como a data limite para o cumprimento das metas de forma integral.

Todo aluno com aprendizado adequado à sua série é a Meta 3 do movimento e a que tem apresentado resultados mais preocupantes. Nos anos finais do fundamental (9.º ano), 27% dos alunos alcançaram desempenho adequado em língua portuguesa - a meta parcial estabelecida pelo movimento para 2011 era de 32%. Em matemática, o desempenho foi de 16,9% para uma meta de 25,4%. Apesar de não terem atingido a meta, ambos índices são melhores do que os anteriores, que eram de 26,2% para português e 14,7% para matemática.

A situação no ensino médio é pior. O indicador de língua portuguesa manteve-se em 29%, diante de uma meta de 31%. Em matemática, o índice caiu de 11% para 10,3%, afastando-se ainda mais da meta parcial de 20%.

Os anos iniciais do ensino fundamental (5.º ano) foram os únicos que se aproximaram ou ultrapassaram as metas estabelecidas. Em língua portuguesa, 40% dos alunos apresentaram desempenho adequado (eram 34,2% em 2009), para uma meta de 42%. Em matemática, 36% dos alunos tiveram desempenho adequado (eram 32,5% em 2009), superando a meta parcial em um ponto porcentual.

Meta 1 - Toda criança e jovem de 4 a 17 anos na escola

O País tem 92% da população nessa faixa etária matriculada na educação básica. A meta estabelecida pelo movimento para 2011, no entanto, era de 94,1%. Com isso, mais de 3 milhões de crianças e jovens brasileiros permanecem fora da escola. Os dados dessa edição foram atualizados com os resultados da edição de 2011 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2011).

Meta 2 - Toda criança plenamente alfabetizada até os 8 anos de idade

O levantamento traz o resumo dos resultados da primeira aplicação da Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização, a Prova ABC, realizada em 2011. Os resultados da última edição da prova, de 2012, serão divulgados nos próximos meses apenas. A avaliação foi aplicada a 54 mil alunos do 2.º e 3.º anos do fundamental, de 1.200 escolas públicas e privadas de 600 municípios do País.

A prova ABC avalia a escrita, a leitura e matemática de estudantes com 8 anos de idade. Os resultados obtidos na edição de 2011 apontam que 56,1% dos alunos mostraram desempenho adequado em leitura, 42,8% atingiram as habilidades esperadas em matemática e 53,3% dos alunos demonstraram domínio sobre as bases da escrita.

Meta 4 - Todo aluno com ensino fundamental concluído até os 16 anos e com ensino médio concluído até os 19 anos

De acordo com o relatório, o País não cumpriu as metas parciais estabelecidas e tem se afastado cada vez mais da projeção do movimento ao longo dos anos.

Em 2011, apenas o Centro-Oeste cumpriu a meta parcial, que era de 74,1%, tendo apresentado 74,3% dos concluintes com até 16 anos de idade. O mesmo ocorreu no ensino médio: 58,4% de concluintes com até 19 anos de idade frente à meta de 53%.

Meta 5 - Investimento em educação ampliado e bem gerido

O investimento na educação básica em relação ao PIB não foi divulgado até o fechamento do relatório De Olho nas Metas 2012. O valor mais atualizado é de 2010, com 4,3% para a educação básica. Em 2011, o Ministério da Educação (MEC) divulgou apenas o valor investido em todos os níveis de ensino, incluindo também a educação superior. O investimento foi de 5,3%.


sexta-feira, 8 de março de 2013

Jogos eletrônicos ajudam alunos de escolas públicas a aprender brincando

Os formatos tradicionais de ensino com lousa, giz e cadernos estão ficando para trás e sendo substituídos por novas tecnologias como computadores, tablets, smartphones e até por jogos eletrônicos. O que antes era considerado apenas uma ferramenta para diversão, hoje, está ajudando muitas crianças e adolescentes a aprenderem as matérias tradicionais da escola brincando. A notícia saiu no jornal O Estado de S. Paulo.

Um dos jogos que devem ser implantados nas grades curriculares de escolas públicas de São Paulo e Rio de Janeiro foi desenvolvido pela Tamboro e permite que os alunos embarquem em um universo repleto de mapas e aventuras, e ainda por cima aprendam conceitos de matemática e língua portuguesa. A plataforma completa de jogos, que ainda está em fase de testes, deve ganhar 20 novos títulos que são destinados a trabalhar conceitos como a tomada de decisões, raciocínio, estratégia, antecipação e resolução de problemas.



"O estudante aprende o tempo inteiro enquanto joga, uma vez que ele quer passar de nível. Ao passar de fase, ele também vai sendo recompensado por prêmios, que são dados imediatamente, diferentemente de uma prova tradicional. No jogo eles têm os neuróns, como é chamada a moeda dentro do game", afirmou Samara Werner, diretora executiva da Tamboro. "Enquanto isso, os professores podem mapear onde os estudantes apresentam mais dificuldades, acompanhando o desempenho deles por meio de relatórios".

A metodologia criada em cima dos jogos educativos é baseada em três aspectos diferentes: no uso dos jogos como fator motivacional para os alunos; na educação interdimensional, que é capaz de proporcionar aos alunos aprendizado em áreas presentes no currículo escolar tradicional e também em tomadas de decisões na vida real; e por último, na neurociência, para entender o funcionamento do cérebro na memória e na forma como determinado assunto deve ser apresentado.



Antes de finalizar o projeto e os jogos começarem a ser implantados nas escolas, a Tamboro está selecionando 30 jovens para serem seus Conselheiros Jedis - com referência à saga cinematográfica criada pelo diretor George Lucas, 'Star Wars' -, que irão jogar os títulos e deverão contribuir com ideias para melhorar os jogos educativos.
Direto do Canaltech
Fotos: Reprodução Planeta Gamer