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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Quando devo começar a limpar os dentes do meu filho?

É errado achar que a limpeza da boquinha dos filhos deve começar após o nascimento dos primeiros dentinhos. Na verdade, esse cuidado começa antes mesmo do primeiro dente nascer

É ainda na barriga da mãe que começam os cuidados com os dentinhos do bebê, durante a realização do pré-natal odontológico. Quem dá o alerta é a odontopediatra do SEST SENAT de Cariacica, Maíra Cani Gama. Segundo a profissional, além da prevenção e tratamento, é nessa fase que a gestante recebe orientações sobre a saúde da boca do bebê, esclarecendo a importância e dúvidas sobre aleitamento materno, hábitos não nutritivos, como chupeta e dedo, e higiene oral.

Um dos principais erros de algumas mulheres é achar que só deve se preocupar com a limpeza da boquinha quando os primeiros dentinhos aparecerem, quando na verdade esse cuidado começa antes mesmo do primeiro dente nascer. Isso é importante para que o bebê vá se acostumando com a higiene e evita que ele recuse a escovação no futuro.

A odontopediatra explica que quando os dentes ainda não nasceram, a limpeza deve ser feita com uma gaze ou fraldinha de pano macia, exclusiva para essa finalidade, molhada em água filtrada. Quando os primeiros dentinhos despontam, aí a mãe pode entrar com a escova de dedo, também chamada de dedeira.

“A higiene da boca deve ser realizada com pano limpo e umedecido, escova de dedo ou escova convencional. Essa última deve ter cabeça pequena e cerdas macias, adequadas para a boca do bebê. A escovação deve ser feita delicadamente, duas vezes ao dia, utilizando creme dental com flúor”, afirma a especialista.

Maíra chama a atenção para a quantidade de flúor, já que seu excesso pode causar manchas nos dentes permanentes. “Para bebês e crianças que não sabem cuspir, o uso deve ser equivalente a um grão de arroz cru. Na visita ao odontopediatra, ainda no primeiro ano de vida, a decisão do seu uso é avaliada considerando a particularidade de cada criança”, diz.

O tamanho da escova acompanha a idade da criança. Algumas marcas trazem essa indicação na embalagem. Modelos com cabeça pequena e cabo longo facilitam o trabalho dos pais.

Colocando em prática

Você já viu aqui que, no início, quando os dentes ainda não apareceram, a higiene deve ser feita com gaze ou uma fraldinha de pano exclusiva, molhada em água filtrada, duas vezes ao dia. A técnica pode ser mantida enquanto o bebê só tem dentes anteriores, esfregando também a gaze nos dentinhos existentes, pelo lado de fora e também pelo lado de dentro.

Quando nascem os dentes do fundo da boca, a escova e o creme dental se tornam necessários. A escova deve massagear o lado de fora, o lado de cima e o lado de dentro de todos os dentinhos. É preciso repetir o movimento cerca de oito vezes no mesmo lugar antes de seguir para a próxima região e a escova deve massagear dentes e gengiva com movimentos suaves, mas não muito leves.

Seu filho pode até não gostar no início, mas insista na higiene bucal, ou os dentes poderão ficar seriamente comprometidos. Procure fazer da escovação uma brincadeira, usando os personagens que ele gosta e elogiando sempre como a boca fica cheirosa e os dentes branquinhos.

Dicas de alimentação

Veja algumas dicas de cuidados com a alimentação que ajudam a preservar a saúde dos dentinhos dos pequenos:

1 - Evite os alimentos ricos em açúcar, especialmente aqueles que aderem aos dentes, como os biscoitos recheados, coberturas e recheios de bolos, as balas carameladas...

2 - Evite o consumo de açúcar entre as refeições, quando o açúcar vai ficar em contato com os dentes por tempo prolongado.

3 - Caso as guloseimas sejam usadas, procure oferecê-las apenas como sobremesa, fazendo em seguida uma boa escovação.

4 - A partir de um ano de idade, muito cuidado com a alimentação noturna. Durante a noite, deixamos de produzir a saliva, que é a protetora natural dos dentes. Assim, deixar a criança, já crescida, dormir mamando ou mamar de madrugada, é um sério risco para a saúde dos dentes!

5 - A cárie precoce da infância acomete crianças bem pequenas e afeta muitos dentes, de forma muito veloz.

6 - Ainda sobre alimentação, a partir do nascimento dos primeiros dentes estimule a mastigação. Evite passar os alimentos por peneira, ou oferecê-los muito molhados, facilitando o engolir. Mastigar é importante para o desenvolvimento da face.

7 - Não use a mesma escova por mais de três meses ou depois que as cerdas começarem a se separar.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

TV, celular, internet e games: como os jovens brasileiros lidam com as 4 telas?


*Redação CanalTech

As crianças e os jovens brasileiros constituem uma população conectada às telas e tecnologias digitais, e tal comportamento merece atenção. Cerca de 75% dos adolescentes entre 10 e 18 anos afirmam navegar na Internet, enquanto entre as crianças de 6 a 9 anos, esse índice é de 47%. Os dados fazem parte da pesquisa “Gerações Interativas Brasil – Crianças e Jovens diante das Telas”, apresentada esta semana pela Fundação Telefônica Vivo.

Em parceria com o Fórum Gerações Interativas, o Ibope e a Escola do Futuro (USP), a instituição pesquisou o comportamento da geração de nativos digitais brasileiros diante de quatro telas: TV, celular, internet e videogames. Os dados foram coletados entre 2010 e 2011 junto a 18 mil crianças e jovens, com idades entre 6 e 18 anos. Ao todo, o total de respondentes foi de 1.948 crianças e 2.271 jovens, pertencentes a escolas do ensino público e privado, nas zonas urbana e rural de todas as regiões do país. 



A pesquisa traz comparações inéditas quanto ao uso das quatro telas por regiões, faixas etárias, sexo e meio rural ou urbano. “Realizamos um estudo bastante representativo, com o objetivo não apenas de disseminar conhecimento sobre o comportamento de crianças e jovens diante das telas digitais, como também de promover o uso responsável das Tecnologias de Informação e Comunicação”, afirma Françoise Trapenard, presidente da Fundação Telefônica Vivo. 

Esta é a segunda tomada da pesquisa. Em 2005, o Brasil foi analisado dentro do contexto da região ibero-americana. “Desta vez, decidimos fazer um retrato exclusivo do país, para obtermos um panorama abrangente e crítico a respeito do contexto e das perspectivas das telas digitais no Brasil”, explica Françoise. 

“A partir dos dados trazidos pela pesquisa, poderemos entender melhor as necessidades e desejos dessa geração. Boa parte dos usuários de nossos produtos e serviços se enquadra nessa demografia", afirma o presidente da Telefônica Vivo, Antonio Carlos Valente. 

Principais resultados

Do total dos pesquisados, 51% das crianças, de 6 a 9 anos, e 60% dos jovens e adolescentes, de 10 a 18 anos, declararam possuir computadores em casa; enquanto 38,8% das crianças e 74,7% dos jovens disseram possuir celulares próprios. Já quanto à posse de games, 78,7% das crianças e 62,4% dos adolescentes entrevistados responderam positivamente. A TV é a tela predominante, com índices de penetração nos lares entre 94,5%, no caso das crianças, a até 96,3% para os jovens.

Crianças e sua interação com a tecnologia (Crédito: AEP)

No entanto, diferenças socioeconômicas entre as regiões impactam na posse e acesso às telas. Foi observado que, enquanto a presença de computadores domésticos atingiu 70,4% das crianças do Sudeste e 55,1% para as residentes no Sul, no Norte e Nordeste estes índices retrocedem para 23,6% e 21,2%, respectivamente.

Diferentemente do que se observa para a maioria dos adultos que convivem com estas crianças e jovens, a geração interativa redefine o uso das telas pela sua integração, convergência e multifuncionalidade. Assim, a Internet é usada para tarefas escolares, compartilhar músicas, vídeos, fotos, ver páginas na web, utilizar redes sociais, bater papo e usar e-mail.  

Já o celular representa a tela de convergência por excelência. Pela ordem, a geração interativa utiliza o aparelho para: falar (90% dos jovens), mandar mensagens (40%), ouvir música ou rádio, jogar, como relógio/despertador, como calculadora, fazer fotos, gravar vídeos, ver fotos/vídeos, usar a agenda, baixar arquivos, assistir TV, bater papo e navegar na internet.



Os adolescentes brasileiros são capazes de efetivamente realizar várias atividades e tarefas diferentes ao mesmo tempo, principalmente em frente à TV. Pelos menos 71% dos jovens comem, 37% conversam com a família, 34% estudam, 25% falam ao telefone e 18,2% navegam na Internet em frente à televisão. O celular jamais é desligado por 34,5% dos representantes da geração interativa. Um total de 56,8 dos entrevistados declarou que não desligam os aparelhos nem mesmo nas salas de aula.

O comportamento de meninos e meninas mostrou-se divergente diante das telas digitais. Numa disputa entre celular e videogame, o primeiro é o aparelho preferido por 66% das garotas, enquanto que 54% dos garotos ficam com os jogos.

As meninas recebem mais cuidados ao navegar na Internet que os meninos. Um total de 62% delas é instruído a não dar informações pessoais e 54% a não comprar na rede. Os respectivos percentuais para os meninos são 42% e 47%. As garotas são mais vigiadas também em relação à TV: 57% das entrevistadas são proibidas de assistir a  alguma coisa na televisão. 

Um dado preocupante é que 32% dos pais não observam a navegação dos filhos na Internet. Além disso, 40% dos jovens afirmaram que nenhum professor usa a web em aula e apenas 11% aprenderam a navegar com um educador. Aliás, 64,2% dos respondentes disseram que aprenderam a usar a Internet sozinhos.

“Trata-se de uma geração nascida a partir do final da década de 1990, período em que no Brasil as TIC já se encontravam profundamente instaladas e arraigadas na vida cotidiana das famílias e, em maior ou menor grau, também nas escolas”, observa a professora Brasilina Passarelli, coordenadora científica da Escola do Futuro.

Segundo ela, a pesquisa se constitui numa iniciativa que ajuda a iluminar cenários ainda pouco conhecidos, resultantes da utilização massiva e crescente das telas digitais pela população de crianças e adolescentes brasileiros. “Quanto mais conhecermos, melhor poderemos planejar aplicações futuras que motivem e propiciem a aprendizagem lúdica, a construção do conhecimento e a socialização em rede”, conclui.

Para mais informações, a pesquisa estará disponível para download no site da Fundação Telefônica, inclusive com versão para tablets.

*Com informações do Site CanalTech