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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

TV, celular, internet e games: como os jovens brasileiros lidam com as 4 telas?

06/02/14

As crianças e os jovens brasileiros constituem uma população conectada às telas e tecnologias digitais, e tal comportamento merece atenção. Cerca de 75% dos adolescentes entre 10 e 18 anos afirmam navegar na Internet, enquanto entre as crianças de 6 a 9 anos, esse índice é de 47%. Os dados fazem parte da pesquisa “Gerações Interativas Brasil – Crianças e Jovens diante das Telas”, apresentada esta semana pela Fundação Telefônica Vivo.

Em parceria com o Fórum Gerações Interativas, o Ibope e a Escola do Futuro (USP), a instituição pesquisou o comportamento da geração de nativos digitais brasileiros diante de quatro telas: TV, celular, internet e videogames. Os dados foram coletados entre 2010 e 2011 junto a 18 mil crianças e jovens, com idades entre 6 e 18 anos. Ao todo, o total de respondentes foi de 1.948 crianças e 2.271 jovens, pertencentes a escolas do ensino público e privado, nas zonas urbana e rural de todas as regiões do país. 

A pesquisa traz comparações inéditas quanto ao uso das quatro telas por regiões, faixas etárias, sexo e meio rural ou urbano. “Realizamos um estudo bastante representativo, com o objetivo não apenas de disseminar conhecimento sobre o comportamento de crianças e jovens diante das telas digitais, como também de promover o uso responsável das Tecnologias de Informação e Comunicação”, afirma Françoise Trapenard, presidente da Fundação Telefônica Vivo. 

Esta é a segunda tomada da pesquisa. Em 2005, o Brasil foi analisado dentro do contexto da região ibero-americana. “Desta vez, decidimos fazer um retrato exclusivo do país, para obtermos um panorama abrangente e crítico a respeito do contexto e das perspectivas das telas digitais no Brasil”, explica Françoise. 

“A partir dos dados trazidos pela pesquisa, poderemos entender melhor as necessidades e desejos dessa geração. Boa parte dos usuários de nossos produtos e serviços se enquadra nessa demografia", afirma o presidente da Telefônica Vivo, Antonio Carlos Valente.  

Principais resultados 

Do total dos pesquisados, 51% das crianças, de 6 a 9 anos, e 60% dos jovens e adolescentes, de 10 a 18 anos, declararam possuir computadores em casa; enquanto 38,8% das crianças e 74,7% dos jovens disseram possuir celulares próprios. Já quanto à posse de games, 78,7% das crianças e 62,4% dos adolescentes entrevistados responderam positivamente. A TV é a tela predominante, com índices de penetração nos lares entre 94,5%, no caso das crianças, a até 96,3% para os jovens.

No entanto, diferenças socioeconômicas entre as regiões impactam na posse e acesso às telas. Foi observado que, enquanto a presença de computadores domésticos atingiu 70,4% das crianças do Sudeste e 55,1% para as residentes no Sul, no Norte e Nordeste estes índices retrocedem para 23,6% e 21,2%, respectivamente. 
Diferentemente do que se observa para a maioria dos adultos que convivem com estas crianças e jovens, a geração interativa redefine o uso das telas pela sua integração, convergência e multifuncionalidade. Assim, a Internet é usada para tarefas escolares, compartilhar músicas, vídeos, fotos, ver páginas na web, utilizar redes sociais, bater papo e usar e-mail.   

Já o celular representa a tela de convergência por excelência. Pela ordem, a geração interativa utiliza o aparelho para: falar (90% dos jovens), mandar mensagens (40%), ouvir música ou rádio, jogar, como relógio/despertador, como calculadora, fazer fotos, gravar vídeos, ver fotos/vídeos, usar a agenda, baixar arquivos, assistir TV, bater papo e navegar na internet. 

Os adolescentes brasileiros são capazes de efetivamente realizar várias atividades e tarefas diferentes ao mesmo tempo, principalmente em frente à TV. Pelos menos 71% dos jovens comem, 37% conversam com a família, 34% estudam, 25% falam ao telefone e 18,2% navegam na Internet em frente à televisão. O celular jamais é desligado por 34,5% dos representantes da geração interativa. Um total de 56,8 dos entrevistados declarou que não desligam os aparelhos nem mesmo nas salas de aula.

O comportamento de meninos e meninas mostrou-se divergente diante das telas digitais. Numa disputa entre celular e videogame, o primeiro é o aparelho preferido por 66% das garotas, enquanto que 54% dos garotos ficam com os jogos.
As meninas recebem mais cuidados ao navegar na Internet que os meninos. Um total de 62% delas é instruído a não dar informações pessoais e 54% a não comprar na rede. Os respectivos percentuais para os meninos são 42% e 47%. As garotas são mais vigiadas também em relação à TV: 57% das entrevistadas são proibidas de assistir a  alguma coisa na televisão. 

Um dado preocupante é que 32% dos pais não observam a navegação dos filhos na Internet. Além disso, 40% dos jovens afirmaram que nenhum professor usa a web em aula e apenas 11% aprenderam a navegar com um educador. Aliás, 64,2% dos respondentes disseram que aprenderam a usar a Internet sozinhos.

“Trata-se de uma geração nascida a partir do final da década de 1990, período em que no Brasil as TIC já se encontravam profundamente instaladas e arraigadas na vida cotidiana das famílias e, em maior ou menor grau, também nas escolas”, observa a professora Brasilina Passarelli, coordenadora científica da Escola do Futuro.

Segundo ela, a pesquisa se constitui numa iniciativa que ajuda a iluminar cenários ainda pouco conhecidos, resultantes da utilização massiva e crescente das telas digitais pela população de crianças e adolescentes brasileiros. “Quanto mais conhecermos, melhor poderemos planejar aplicações futuras que motivem e propiciem a aprendizagem lúdica, a construção do conhecimento e a socialização em rede”, conclui.

Para mais informações, a pesquisa estará disponível para download no site da Fundação Telefônica, inclusive com versão para tablets. 

A matéria completa pode ser lida em http://corporate.canaltech.com.br/noticia/comportamento/TV-celular-internet-e-games-como-os-jovens-brasileiros-lidam-com-as-4-telas/#ixzz2sYG66ToV 

O conteúdo do Canaltech é protegido sob a licença Creative Commons (CC BY-NC-ND). Você pode reproduzi-lo, desde que insira créditos COM O LINK para o conteúdo original e não faça uso comercial de nossa produção. 


quarta-feira, 26 de junho de 2013

67% das crianças não sabem fazer contas básicas, aponta pesquisa


O estudo, feito por estudantes do 3º Ano do Ensino Fundamental privado e público, aponta ainda que quase 25% das crianças avaliadas em todo o país não demonstram habilidades elementares como as de localizar informação num texto. No Renovação, os professores apostam em aulas lúdicas para garantir o aprendizado

Mais da metade das crianças brasileiras que cursam 3º ano do ensino fundamental estão defasados em leitura. Em matemática, a situação é ainda pior: 67% das crianças não conseguem fazer contas básicas como deveriam na sua idade. Os resultados são da Prova ABC, da ONG Todas pela Educação, divulgados ontem (25).

De acordo com a avaliação, aplicada no final do ano passado com 54 mil crianças do 3º ano do ensino fundamental privado e público, 55% dos pequenos não têm proficiência adequada em leitura. E, pior: quase 25% das crianças avaliadas em todo o país não demonstram habilidades elementares como as de localizar informação num texto. Por exemplo, não conseguem dizer quem é o personagem principal ou identificar o tema de um texto curto.

Os dados, claro, variam regionalmente. Em São Paulo, 60,1% das crianças são proficiências em leitura. Já em Alagoas, Estado com pior avaliação, esse índice cai para 21,7%. "Regiões mais pobres tendem a ter índices piores. Mas isso não pode servir de justificativa. Temos de ter foco nas crianças das regiões mais pobres", analisa Priscila Cruz, diretora executiva do movimento Todos pela Educação.

"Uma das principais mensagens da Prova ABC é a desigualdade educacional que começa logo no início do fundamental. Essa desigualdade tende a se aprofundar nos anos seguintes", diz Cruz. De acordo com a especialista, o governo federal poderia suplementar mais ainda os estados mais pobres.

Os dados deste ano não são comparáveis com anos anteriores, pois foram as provas foram aplicadas em anos letivos diferentes. Esta foi a última edição da Prova ABC A partir deste ano, o governo federal terá um sistema próprio, a ANA (Avaliação Nacional da Alfabetização), aplicada nacionalmente com alunos do 3º ano do ensino fundamental.

A prova, explica a assessoria de imprensa do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), do MEC, avaliará alfabetização e matemática. "A gente cumpriu o objetivo, que é de chamar atenção do governo que é importante olhar para a alfabetização", diz Cruz.

Renovação investe em aulas lúdicas para garantir aprendizado


O Colégio Renovação sabe que a matemática é uma das disciplinas que mais gera dúvidas nas crianças. Por isso, a escola investe em treinamentos e incentiva os professores a procurar alternativas lúdicas e prazerosas para garantir o aprendizado dos alunos.

Um belo exemplo dessa didática foi feita com os alunos dos 2º Anos do Ensino Fundamental. Orientados pelas professoras Nisete, Penha, Sarah, Tatiana,Valéria e Janine, eles ganharam uma banana e participaram de uma aula diferente, baseada no Material Dourado - técnica idealizada e desenvolvida pela médica e educadora Maria Montessori para tornar mais prático o aprendizado da aritmética. 
A especialista criou um material formado por barras que, ao serem divididas ou agrupadas, reproduzem as dezenas e as centenas. Assim, cada barra da dezena é formada por dez unidades e cada centena por dez dezenas (ver imagem ao lado). 

Como cada fruta representava uma dezena, os alunos deveriam fatiá-la em 10 rodelinhas (unidades). Dessas, eles poderiam degustar meia dezena (cinco unidades). Após contarem e refletirem sobre o exercício, eles só poderiam comer o restante depois de acertarem a conclusão da aula prática, ou seja, que uma dezena é igual a 10 unidades! 

“Verificamos que nossos alunos são “feras” em matemática, pois acertaram a questão, degustaram a meia dezena proposta no exercício e mais a outra meia dezena que havia ficado no prato. Também, pudera! A fruta tinha calda de chocolate e cereais crocantes”, comemora a professora Nisete.

Fonte: Folha de S. Paulo Educação