Mostrando postagens com marcador Sara Rozinda Passos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sara Rozinda Passos. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 12 de abril de 2016

Como criar filhos criativos


No dia 20 de março, o Colégio Renovação pintou de novo na mídia! Naquele domingo, o jornal A Gazeta fez uma matéria especial sobre como criar filhos mais criativos. E dentre os profissionais entrevistados para subsidiar o ótimo texto estavam a professora do Jardim 1, tia Rochely, e a nossa consultora em Educação, Sara Rozinda dos Passos.

Ambas deram dicas práticas e simples que podem ser lidas na página 33, no box "Incentive seu filho com atitudes práticas". "Pequenos hábitos, como guardar os brinquedos, comer sozinho, amarrar o tênis, vestir a roupa e escovar os dentes ajudam a criança a ser mais independente de forma física e psicológica", estão entre as sugestões de Rochely.

Sara dá outras boas ideias: "Ao ver nuvens no céus, pergunte o que a criança está vendo; coloque papel e lápis na frente dela, peça para ela desenhar e explicar o que desenhou. Ao ver
um filme, depois peça para o filho contar o que entendeu da história". 

As duas páginas do jornal estão publicadas em nossa fanpage e logo aí, abaixo. Para quem não leu, fica a dica: Corra lá!

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Atividades extracurriculares são ótimas! Desde que dosadas.

Outra matéria muito bacana publicada no Especial Educação do Folha Vitória diz respeito às atividades extracurriculares dos estudantes. Que elas são ótimas, ninguém duvida! Porém, precisam ser dosadas para não sobrecarregar a criança. Quem está falando sobre o assunto na matéria são a pedagoga da escola, Rafaela Martins Moura Sá Muzi, e sua tia, a educadora e Doutoranda Sara Rozinda dos Passos. Vale a pena conferir!

Você provavelmente já começou a programar a agenda do seu filho para o ano que vem. Talvez matriculá-lo em um curso de inglês... Mantê-lo na natação ou no judô. Ou quem sabe nos dois? Mas, cuidado: você pode estar sobrecarregando demais a criança com atividades extracurriculares! 

É fato que fazer outro tipo de atividade fora da escola é fundamental na educação infantil e permite a formação integral da criança, além delas serem importantes para o desenvolvimento social e intelectual. Artísticas ou esportivas promovem trocas culturais e servem como apoio ao processo de aprendizagem. 

Mas a educadora Sara Rozinda dos Passos faz uma ressalva: é preciso cuidado para não transformar o aprendizado e distração em estresse. O mais importante é fazer o que a criança gosta, não o que a mãe queria fazer quando mais nova e não pôde. “A atividade tem que ter um significado para a criança. Quando é uma atividade motivadora, que enriquece o universo da criança e que  ela gosta de fazer, é ótima e ajuda, principalmente, no campo da disciplina. Agora, se a criança vai empurrada, emburrada, não adianta de nada, ela vai acabar aprontando”.

E como saber que você não está enchendo a agenda do seu filho de atividades? O ponto principal é observar a criança. Se ela começar a demonstrar cansaço, apatia, ficar desatenta e sonolenta, é preciso rever algumas atividades. Sara alerta que cada criança tem o seu ritmo de aprendizagem e para descobrir qual é o do seu filho é preciso muita conversa e atenção. 

Lembrem-se, pais: é importante estimular seu filho a descobrir novas habilidades e diversões, mas é fundamental ensinar também que existe a hora do descanso e do lazer, e o mais importante, a hora de ela ser criança. “Se a criança fica cerca de cinco horas por dia na escola, isso dá 20 horas semanais. Por isso, as atividades extracurriculares não devem passar de duas horas/aula e duas vezes na semana, e acabou. A criança tem que ter tempo para ser criança, senão ela vira um adulto em miniatura, uma criança estressada, elétrica. É preciso administrar o tempo da criança de modo que ela tenha horário para as atividades de casa da escola, as atividades extracurriculares e as brincadeiras”, defende a especialista.

Rafaela Moura Sá, pedagoga do Colégio Renovação, concorda com Sara ao defender um limite de atividades para as crianças. “Muitos pais não sabem que a criança está estressada pelas atividades durante a semana, mas ela fica irritada, chora à toa. Eles acham que a criança está carente, mas não é isso, ela está cansada. É preciso dosar, ver as características, a rotina dessa criança para saber como dosar essa atividade”, sugere.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Como os pais podem ajudar os filhos na alfabetização

A alfabetização de uma criança é um momento único na vida de qualquer criança. E até os pais, mesmo os que não são da área, podem ajudar (e muito!) os filhos nessa hora. Leia o que a educadora e Doutorando Sara Rozinda dos Passos falou sobre o tema no Especial Educação do Folha Vitória.

Método e treinamento na hora de aprender a alfabetização são palavras que nos remetem ao ambiente escolar. Mas será que os pais – mesmo não sendo profissionais da área – podem fazer alguma coisa para ajudar os filhos no processo de alfabetização? Muito, segundo a educadora Sara Rozinda dos Passos!

Segundo ela, a primeira coisa é conhecer o método utilizado pela escola para seguir na mesma linha de aprendizado e não confundir a cabeça da criança. “A família deve conversar com a professora e saber como o aluno aprende, senão ele fica perdido entre a forma como a escola ensina e a forma como os pais ensinam”, ressalta.

Daí a necessidade do acompanhamento escolar! E isso inclui participar das reuniões escolares e estar em sintonia com a equipe pedagógica da escola. Vale lembrar que a confiança na capacitação da instituição para ensinar seu filho é fundamental. “A família ajuda muito acompanhando a rotina e procurando saber como está o avanço do aprendizado, pois cada criança possui seu ritmo para aprender as coisas. Hoje em dia, muitos pais querem que o filho aprenda a ler logo, mas é preciso paciência. Importante lembrar também que os pais não podem interferir no método usado pela escola, senão prejudica a criança”, destaca a educadora.

Papel e caneta na mão!

Há diversas – e divertidas – formas de inserir o alfabeto no dia a dia da criança e brincar com as palavras. Assim como o professor pode ir além das cartilhas e dos livros didáticos, os pais também têm um leque e opções para incentivar a criança nesse momento tão importante.

Ler em voz alta e depois pedir para o filho ler é uma boa dica. Os pais também podem pedir para a criança ajudar a fazer a lista do supermercado. É verdade que vai demorar mais do que o usual, mas pode se tornar em um divertido momento de aprendizado em família.

Escreva bilhetes e espalhe pela casa, coloque na mochila, ou invente uma caça ao tesouro, colocando palavras-chave que ele já conheça para encontrar o presente. Assim, aprender a ler será muito divertido!

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Atenção, pais! Saibam como lidar com a reprovação de ano!

Doutoranda em Educação e irmã da diretora pedagógica do Renô, tia Lila, a educadora Sara Rozinda dos Passos foi entrevistada pela equipe do Especial Educação do Folha Vitória e falou sobre um assunto espinhoso: a reprovação. Leia na matéria abaixo o que ela defende para esses casos.

A repetência é um choque para os pais, mas isso pode acontecer em qualquer família: a cada 10 alunos do Ensino Fundamental, um repete de ano. Receber a notícia de que o filho pode ter que repetir todo o ano letivo é péssimo, mas não é o fim do mundo. Gritar, bater ou se desesperar também não é a solução mais ideal. Nessa hora, é preciso parar, respirar e analisar a situação por ângulos diferentes.

Será que o aluno nunca expressou suas dificuldades? Ou a escola não alertou para o mau desempenho? Ou os pais nunca participaram das reuniões escolares? Aluno, escola e família. É preciso refletir sobre a responsabilidade de cada um desses para identificar o que precisa mudar.

A responsabilidade dos pais

Tão importante quanto prover comida e cuidar da saúde, acompanhar de perto a vida escolar do filho é uma responsabilidade da qual os pais não podem fugir. É muito importante frequentar as reuniões escolares, conversar sobre o que a criança está aprendendo, olhar a lição. Isso transmite ao filho uma mensagem de interesse e valorização do aprendizado.

Para a professora e Doutoranda em Educação Sara Rozinda dos Passos, o acompanhamento dos pais é peça-chave para evitar a reprovação e o pisca-alerta começa ao receber a primeira nota vermelha. “O acompanhamento não pode vir com grito, senão a criança esconde o mau desempenho. A primeira coisa é saber o que está dando errado e isso só será possível conversando com a equipe pedagógica e com o filho. Hoje em dia os pais trabalham demais e isso dificulta acompanhar a rotina do filho. No entanto, a família é fundamental nesse processo, não podemos deixar toda a responsabilidade com a escola”, ressalta.

Diante de uma dificuldade educacional, Sara recomenda buscar ajuda para o aluno, mas desde que ela esteja apta para o nível do estudante. “Se a criança está com dificuldade em Matemática no quarto Ano do Ensino Fundamental não adianta contratar um professor de Ensino Médio. É como se ela precisasse de uma aspirina e tratássemos com antibiótico. É preciso respeitar a idade e a maturidade da criança”, alerta. 

E se tudo indica que o filho vai reprovar, mais do que deixar sem presente ou proibir o computador, é importante reorganizar os hábitos domésticos e estipular uma rotina com horários definidos para comer, dormir, fazer lição e se divertir, para que ele não sinta raiva dos estudos. Em uma força-tarefa, o monstro da reprovação pode passar longe e a criança seguir o fluxo normal dos estudos.

A responsabilidade do aluno

Em alguns – ou muitos – casos, as dificuldades escolares estão associadas a situações de sofrimento emocional, como separação dos pais, problemas dentro de casa ou sensação de abandono. Conversar com a criança sobre o qu

e ela está pensando ou sentindo faz com que ela se veja apoiada e confiante para lidar com esses conflitos. Se for o caso, uma ajuda terapêutica ou psicológica pode ser uma aliada nesse processo.

A responsabilidade da escola

Infelizmente, algumas escolas não ajudam os alunos com dificuldade porque acabam focando naqueles com alto desempenho, criando um ambiente competitivo e prejudicando a criança que já traz um déficit de conhecimento ou precisa de mais estímulos para aprender. Sem o apoio de atividades complementares e programas paralelos de recuperação, a defasagem no aprendizado aumenta em relação ao restante da turma. Por isso, uma conversa com a equipe pedagógica pode ser esclarecedora e motivadora, tanto para os pais quanto para o aluno. O professor também precisa estar atento se está acontecendo bullying na escola. Crianças mais tímidas vítimas dessa prática participam cada vez menos das atividades, o que piora ainda mais seu desempenho. Nunca é demais lembrar que a  melhor escola é aquela onde a criança aprende e se sente feliz.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

A crise na Educação

Por Sara Rozinda Passos

*Artigo publicado na edição de fevereiro do Jornal Renovação

Muito se tem falado das diferentes crises que assolam a Educação no País. É a escola pública que pouco ensina e, assim, seus egressos não aparecem nos melhores resultados da Prova Brasil e do ENEM. Todavia, ela é uma escola inclusiva: todos entram. Mas, infelizmente, ninguém parece se importar em como eles saem... Esse é o retrato da formação docente cada vez mais fragilizada e sem nenhum atrativo para o desenvolvimento profissional. São os professores que constantemente fazem greve por melhores condições de trabalho e salário.

E nos últimos dias fomos surpreendidos com a crise na universidade particular, culminando com o descredenciamento da Universidade Gama Filho (ícone do ensino universitário particular na década de 90) e da UniverCidade, ambas do Rio de Janeiro.

A medida foi tomada devido a uma crise financeira que atingiu  12 mil alunos e a outros tantos mil entre professores e funcionários que agora vão conhecer a crise do salve-se quem puder, na corrida por uma instituição de ensino que os possa acolher.

Entendo que uma crise é uma oportunidade de reestruturação, de replanejamento, de reorganização. É algo para ser superado, e ao que parece as duas instituições sucumbiram à crise. E o que fez o Ministério da Educação? No mínimo, foi permissivo, deixou acontecer...

A Educação no Brasil está em crise. E as autoridades políticas e educacionais estão permitindo a instalação do caos. Redefiniu-se o papel do Estado e da sociedade civil e, como consequência, aí estão a flexibilização das políticas, a gestão participativa e compartilhada e um novo papel à cidadania. Pobre povo brasileiro! E coitada da nossa Educação...

*Sara Rozinda Passos é pesquisadora e professora na área de Educação. Fundação Cesgranrio (RJ).