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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Dicas para escolher a melhor creche para o seu filho

Escolher a creche onde o filho vai começar sua vida escolar não é uma tarefa fácil. É importante conhecer pontos fundamentais, como infraestrutura e corpo pedagógico

Quando chega o primeiro dia de aula do filho, são os pais que sentem aquele frio na barriga. “Será que meu filho vai se habituar à escola? Será que ele vai sentir minha falta? Será que ele vai comer direitinho? Será que vão cuidar bem dele?”. São muitas as dúvidas que reviram a cabeça dos pais na hora de escolher a instituição que dará início à vida escolar do filho.

Isso se justifica quando nos damos conta de que é lá que a criança vai começar a construir novos laços de amizade, descobrir um novo mundo e adquirir valores que o acompanharão por toda a vida. Alguns itens, porém, devem ser levados em consideração para pôr fim a algumas dessas questões e facilitar o processo de escolha da creche.

Segundo a pedagoga Rafaela Martins Moura Sá, o primeiro ponto importante é conhecer a proposta pedagógica e os profissionais da escola.

“Os pais devem saber qual é a matriz curricular da escola, quais os conteúdos que serão trabalhados com as crianças, além da formação dos professores, saber se são profissionais capacitados. Eles devem ter atenção, por exemplo, à rotatividade de professores dentro da escola. Um nível alto de rotatividade não é legal para a instituição”, explica a pedagoga.

Além dessa, veja outras dicas importantes que o Especial Educação do Folha Vitória separou para ajudar os pais na hora de escolher a escola do filho:

Papel e caneta na mão
Saiba o que você espera da escola. Escreva em um papel pontos indispensáveis como espaço físico, profissionais preparados e atividades extracurriculares. Esses itens vão tornar a busca mais direcionada e fácil.

PesquiseAlguns pais podem se identificar com a primeira escola visitada; já outros vão preferir conhecer umas cinco, no mínimo, antes de bater o martelo. Seja em qualquer um dos dois casos, alguns pontos não podem passar despercebidos. Por exemplo: é importante observar a questão da higiene, ver se o ambiente onde a criança vai ficar e limpo, ventilado e, principalmente, se oferece segurança para o pequeno aluno.

Busque referências
Aproveite o horário de saída ou entrada das crianças, quando muitos pais vão à escola, e converse com eles sobre questões básicas como alimentação, rotina e método de ensino. Suas repostas podem confirmar - ou não - as impressões iniciais.

O que seu filho quer
Se você gostou de mais de uma escola, leve seu filho para conhecê-las e ver o que ele acha. Você poderá perceber se ele gostou ou não do ambiente e até dos professores.

Além da sala de aula
A sala de aula é apenas um dos serviços oferecidos pela creche. Também é função dela cuidar da criança, mantê-la limpa e alimentada. Lembre-se de ter atenção a isso quando visitar a instituição.

Preço x qualidade
A regra do “nem sempre alto custo é sinônimo de boa qualidade” também se aplica no sistema educacional. Manter uma creche tem seus custos, mas é preciso saber se eles são bem investidos, principalmente no corpo pedagógico. Caso contrário, o caro pode sair barato.

Igualdade da sala de aula
Além da mensalidade, a família pode arcar com as atividades que a escola desenvolve ao longo do ano? Caso não, a criança pode não acompanhar os coleguinhas nas atividades extras e acabar prejudicada, além de desenvolver um sentimento de inferioridade. Por isso, o ideal é escolher uma escola que se ajuste a padrão financeiro da casa.

Flexibilidade
Todo mundo está sujeito a imprevistos e eles podem acontecer na hora de buscar o filho na escola. É fundamental conversar com a escola e saber o que pode acontecer caso eles se atrasem no horário de saída. Cada escola tem seu método e algumas cobram taxas extras pelo tempo a mais que a criança permanece ali.

Sonho de mãe
Se a mãe sonha em ver o filho na apresentação do Dia das Mães ou da Páscoa na escola, é importante saber se a escola oferece esse tipo de programação. Algumas não realizam festas nessas datas, enquanto outras fazem as comemorações só para as crianças. Estejam atentos para que este sonho não saia caro.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Gibis na alfabetização

Garimpando a internet, achamos uma matéria bem legal publicada pela Revista Educação em maio, que aborda a Linguagem visual e características lúdicas das histórias em quadrinhos. Esse tipo de leitura nem sempre foi bem visto dentro da escola, mas hoje se torna bom instrumentos para a alfabetização


As histórias em quadrinhos contribuem para despertar o interesse pela leitura e pela escrita nas crianças e para sistematizar a alfabetização. Como as HQs em geral unem palavra e imagem, elas contemplam tanto alunos que já leem fluentemente quanto os que estão iniciando, pois conseguem deduzir o significado da história observando os desenhos. A curiosidade em saber o que está escrito dentro dos balões cria o gosto pela leitura e, assim, os gibis podem ter grande eficácia nas aulas de alfabetização.

Se hoje essa visão é consagrada entre professores e pesquisadores, nem sempre foi assim. Os quadrinhos usados atualmente em sala de aula eram vistos como concorrentes dos livros de alfabetização, entendidos, portanto, como uma distração prejudicial ao aprendizado. “Os quadrinhos apareceram com mais frequência dentro da escola a partir da metade do século passado. Primeiro, porque quase não existiam. Segundo, porque havia esse preconceito contra eles”, diz Maria Angela Barbato Carneiro, professora titular do Departamento de Fundamentos da Educação e coordenadora do Núcleo de Cultura e Pesquisas do Brincar da Faculdade de Educação da PUC-SP.

Falta de hábito

Maria Angela acredita que, dentro da escola, os professores ainda usam predominantemente muitos materiais mais tradicionais, como é o caso do livro didático, em detrimento de outros recursos. “Penso que o professor não está habituado com outros procedimentos – como um jornal, uma revista –, e o fato de não estar habituado não lhe traz segurança”, diz. Outro ponto que pode inibir a presença das HQs na alfabetização é o entendimento de que os gibis são meros passatempos e, por isso, serem deixados de lado por conta da crença de que eles serão lidos pelas crianças em casa de todo modo.

Lucinea Rezende, professora do Departamento de Educação da Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR), que desenvolve e orienta trabalhos na área de formação de leitores, concorda que ainda que se tenha avançado bastante na direção de usar múltiplas formas de leitura em sala de aula, fugindo do monopólio do livro didático, ainda se está voltado predominantemente para o texto escrito. “Todos os gêneros que empregam outras linguagens entram devagarinho nas salas de aula”, diz.

Os benefícios da história em quadrinhos para a educação, em particular no ensino fundamental e na alfabetização, são oficialmente reconhecidos. As HQs fazem parte do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE), que possibilita a professores e alunos o acesso a obras distribuídas em escolas públicas. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) também incentivam o uso de quadrinhos e indicam que nas bibliotecas é necessário que estejam à disposição dos alunos textos dos mais variados gêneros (livros de contos, romances, jornais, quadrinhos, entre outros). O PCN lista ainda a HQ como um gênero adequado para o trabalho com a linguagem escrita.

“Alguns professores olham para a HQ e veem algo distante. Assim não têm entusiasmo, não conseguem comentar sobre aquilo com os alunos”, acredita José Felipe da Silva, professor de Libras (Linguagem Brasileira de Sinais) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) – a disciplina é oferecida a diversos cursos de graduação na Universidade. Ex-professor do ensino fundamental e colecionador de HQs, Felipe da Silva afirma que os quadrinhos foram um impulso para ele mesmo se alfabetizar quando criança. Na escola em que dava aula, na rede municipal de Natal, costumava fazer exposições com revistas e bonecos dos personagens das HQs para atrair a atenção dos alunos.

Leia a matéria completa do jornalista Rodnei Corsini aqui